labirinto
o corpo inerte
e a cidade passando
célere feito pensamento
asfalto, prédios
pedintes, semáforos
rotina, tédio
lembranças
ecos de riso
imagens de sonhos
vindo e indo
libertando
o fio de ouro
que conduz
ao centro
do labirinto
num rodopio infinito
sua cabeça gira
volta para o núcleo
daquele momento
em vão busca
uma ponta solta
uma explicação
uma saída
quer desembolar
aquele absurdo
um eco
que não se desfaz
ânsia de implodir
o peito que afunda
em solidão
saudade...
do que passou
do que poderia ter sido
do que não se concretizou
do oco antes do esvaziar
saudade de ser
enfim...