quando a vida chega
quando ela chega, chora
não sei se dor, lamento
o que sente nesta hora
sei que é linda ao chegar
vem de impulso
aflora d’água
com firme pulso
caminhos há a desaguar
no aperto do abraço que acalma
no beijo que emoldura um pôr do sol
na paixão que é latente na alma
ainda há muito a celebrar
às vezes sôfrega
às vezes lúcida
fragmentos de loucura
e em inexplicáveis segundos:
do doce à amargura