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"o ofício dos artistas é elementar para manter a saúde psíquica sem entorpecer-se"
Textos

Lá na esquina é a frente do mar
Naquele bar Maresia me assento soberbo
Visão naquela menina
Pego a mesa de quina
E me sinto a chorar
Depois de fumaças e gim, solto o verbo
Modelo palavras traquinas, sofridas, cretinas,
Molhadas de água do mar!
 
Levanto da mesa, 
A cadeira grudada levanta comigo também. 
Estarei nela colado? Cai o copo ainda cheio
Entorno a garrafa no chão...
Solto a voz em sofreguidão...
Cadê você Beatriz? Te afastei Beatriz?
Sem ela sou encosto, farrapo,
Sem ela, sem mar, sem gim, sem mim...
 
Onde está você minha menina?
Não está aqui, mas ainda está em mim.
E não há copo cheio e nem verbo rasgado,
Que me faça esquecer o teu gingado.
Onde está você minha menina?
Te sinto no meu rosto, feito maresia
Te procuro em cada esquina...
Vem pra cá meu bem! 
 
Assim cambaleio minhas esperanças
Perturbando-me o acordar dos
Passarinhos e o cantar do sol pela manhã
E hoje choro pelo amanhã
Que nem sequer ainda me viu
Porque apenas de certeza certa
Eu tenho que não mais no próximo
Carnaval eu verei a Beatriz
 
Quando a saudade me assaltar
E a lágrima insistir cair
Voltarei à mesa do bar
Ao cheiro de fumo e maresia...
Sem sua visão ali na esquina
No fundo de um copo vou me afogar
E em palavras úmidas desaguar
Eternizando a menina em poesia


(Imagem: Google)
 

Jefferson Lima, Alba Santos, Barros Sobrinho, Marcela Torres e Silvia
Enviado por Jefferson Lima em 21/12/2012
Alterado em 22/11/2014
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