anseio e solidão
eu não o deixaria à minha espera por tanto tempo
pois a ampulheta escoa tão depressa
e meu amor não pode esperar
o galopar desconcertante dos dias me desespera
e a espera por meu amor me causa frêmito e pesar
quisera eu interromper o passar dos dias
jogar-me em teus braços
enlaçar-me em teus abraços
sentir a maciez no tato e o calor dos teus afagos
quisera eu beijar teus olhos
realizar as fantasias do teu ser
e fazer de mim vestido e trapo
ou qualquer capricho do querer teu
eu não o deixaria à minha espera
pois minh’alma anseia, meu corpo precisa
e meu amor, só a ti posso entregar